As 5 maiores mentiras que você aprendeu na Faculdade de Direito

A formação jurídica, no Brasil, ainda é muito ortodoxa. Inegavelmente a Faculdade nos prepara para dois caminhos: ou para concurso público ou para trabalhar em um escritório já estruturado. A princípio, entre as opções não  aparece empreender na advocacia. Por isso o advogado que decide empreender terá que desenvolver algumas habilidades que não são ensinadas na Universidade, dentre elas: Marketing Jurídico, Finanças, Gestão de Resultados e Administração. Sendo assim, para você que está nessa jornada ou que pretende empreender na advocacia é importante desconstruir alguns ensinamentos aprendidos no ambiente acadêmico.

Só o conhecimento jurídico é relevante

A grade curricular é praticamente 100% voltada para cadeiras jurídicas. Por isso te pergunto, como você vai gerenciar seu escritório e empreender na advocacia sem ter noção nenhuma sobre os pilares de planejamento: financeiro, estratégico, como prospectar, como fidelizar, como fazer um marketing jurídico eficaz?

Portanto, esse é o primeiro mito que você deve desconstruir. O conhecimento jurídico é sim muito importante, mas para prosperar como gestor do seu próprio negócio ele não será suficiente. Mais de 50% dos empreendedores cessam suas atividades nos primeiros 5 anos de funcionamento devido a problemas de gestão financeira. Chegou a hora de arregaçar as mangas e entender a estrutura por trás do empreendedorismo. Mas não se preocupe! Nós estamos aqui para acompanha-lo nessa jornada! Aproveita e olha esse artigo que escrevemos sobre os passos para empreender na advocacia (aqui).

A linguagem do advogado deve ser formal e técnica

Entenda que você vai tratar com clientes que na sua grande maioria serão pessoas leigas. Então, esqueça o juridiquês! Utilize uma linguagem clara e objetiva. Você precisa se conectar com seu cliente. Entenda que ali está uma pessoa com um problema real, não apenas um caso a ser solucionado. Existem momentos em que a linguagem técnica é necessária, mas quando não for busque ser acessível. Essa dica deve ser empregada  tanto para o tratamento com o cliente, quanto para quando você for produzir o conteúdo do seu marketing. Os seus artigos e vídeos devem ser focados em educar, informar sua audiência e isso só será possível se ela entender o seu recado.

A postura do advogado deve ser austera e inatingível

Quando busquei alguns conhecimentos interdisciplinares, me deparei com a PNL (Programação Neurolinguística). Foi então que entendi como esse comportamento pode fechar a comunicação entre advogado/cliente. A nossa comunicação é dividida da seguinte forma de importância: 7% é correspondente ao conteúdo das palavras, 38% corresponde ao tom de voz e 55% à linguagem corporal. Sendo assim, é importante que você compreenda a relevância do seguinte  combo: postura + linguagem acessíveis. Por isso seu  grande desafio é parar de acreditar que você existe relação entre a sua qualidade profissional e sua capacidade de se mostrar impassível e estritamente técnico. Isso porque sua relação com seu cliente deve ser baseada em confiança. E não há como adquirir esse atributo sem andar alguns passos na zona da vulnerabilidade. Acredite! Para empreender na advocacia com sucesso é imprescindível gerar conexões de qualidade com seus clientes.

Você não será um gestor de pessoas

Essa é uma das “verdades” mais perigosas de se acreditar. Ainda mais porque ela não é dita claramente, mas subentendida. Todo nosso tempo na faculdade é ocupado com o estudo de lei, doutrinas e jurisprudências. Não há sequer uma menção de como deveremos ser gestores das relações interpessoais seja com os clientes, seja com os funcionários. No entanto, essa é uma parte importantíssima do nosso ofício. Isso porque tratamos iminentemente com problemas reais. E para isso não a Vade Mecum que traga a solução pronta. Não tem jeito! Teremos que desenvolver habilidades emocionais para gerir nossas emoções e de quem está no entorno. Não adianta! O melhor jeito de liderar é pelo exemplo, pela empatia. Não pela imposição.

Advogado que se preste atua no contencioso

Os profissionais levam essa “verdade” bem a sério. Os números não mentem: cerca de 80 milhões de processos tramitam atualmente no nosso Judiciário (em 2018). Esse levantamento já representa um aumento de 44 mil ações em relação ao levantamento de 2017. Esses são dados divulgados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e mostram que a situação no âmbito contencioso está calamitosa. Mesmo que não entrasse mais nenhum processo no Judiciário, seriam necessários cerca de dois anos e meio para zerar o acervo.

O Brasil possui, aproximadamente, 18.168 magistrados em atuação, julgando em torno de 30 milhões de ações ao ano. Ou seja, precisamos rever nossa mentalidade. Porque muito desse cenário pode seu mudados por nós advogados e operadores do Direito. Nos cabe desbravar alternativas e apontar novos caminhos. O próprio CPC de 2015 já nos deu a deixa, quando ampliou o protagonismo dos meios extrajudiciais de resolução de conflito: seja por mediação, conciliação ou arbitragem. A cultura do embate está ao pouco se modificando. Você não reclama que o mercado está saturado? Para encontrar um faixa de mercado em que seja possível prosperar, você deverá pensar diferente da maioria.

Conclusão

A mentalidade do acadêmico do Direito deve ser ajustada e reprogramada para que ele se torne bem sucedido em empreender na advocacia. E foi para isso que esse texto foi escrito. O objetivo é colocar clareza sobre alguns ensinamentos que nos foram passados durante a faculdade e que serão prejudiciais à nossa jornada no empreendedorismo. Sendo assim, nossos conteúdos vão continuar a todo vapor aqui pelo blog e pelas redes sociais da PowerJus. E se esse texto trouxe alguma lembrança ou você tem alguma dúvida relacionada ao assunto, escreve para gente. Imagina ter sua resposta em formato de artigo aqui no blog. Seguiremos juntos e até a próxima!

 

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Joana Salaverry

Joana Salaverry

Sou Joana Salaverry, fundadora do Portal PowerJus, educadora e advogada com pós em Políticas Criminais, e ajudo colegas advogados a conquistarem a realização profissional e o reconhecimento que merecem através do Empreendedorismo Jurídico.

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