Como iniciar a empreender na advocacia em 6 passos

Nosso objetivo com esse texto é mostrar como iniciar a empreender na advocacia em seis passos. Sendo assim, num primeiro momento pode parecer estranho, mas empreender na advocacia não só é possível como se mostra a melhor alternativa para conseguir destaque nesse mercado. No entanto, você deve encarar alguns fatos. Isso porque, ao passo que você entende e enxerga o seu escritório como um negócio existem algumas decisões que deverão ser tomadas.

A ideia de um Direito convencional em que o saber acadêmico é suficiente para o êxito na profissão, não só é ultrapassada como é inverídica. Isso porque, a advocacia atualmente tem exigido conhecimentos multidisciplinares: desde Marketing até noções de Administrações. Todavia, ninguém nasce sabendo. Por isso estabelecemos os passos iniciais que irão norteá-lo nessa jornada.

1. Defina sua área de atuação- como iniciar a empreender na advocacia em seis passos

Não há como ser uma autoridade atuando em todas as áreas que aparecerem. Por mais que possa parecer tentador e lucrativo atuar de forma generalista, a verdade é que não compensa.

Só o tempo que você levaria para estudar a parte material de cada segmento já seria um obstáculo suficiente. Somado a isso, em médio e longo prazo você sentirá que está andando em círculos. O melhor caminho é definir um nicho de atuação e para as demandas que surgirem fora disso, opte por parcerias. Aqui já poderemos observar dois pontos positivos: início da criação da figura de autoridade e investimento em networking com colegas de profissão.

2. Como começar?

Sozinho ou em Sociedade? De alguns anos para cá, existe a possibilidade de você começar como pessoa jurídica em uma Sociedade Unipessoal. Devido ao grande número de advogados que optavam por advogar como pessoa física foram pensados alguns incentivos para a adesão como pessoa jurídica. Dentre elas: a possibilidade de fazer uma Sociedade Unipessoal com adesão ao Simples.

Se você está se perguntando quais as vantagens eu digo que o seu bolso irá agradecer! A carga tributária terá uma enorme diferença. Partindo de 4,5% se pessoa jurídica contra 27,5% se pessoa jurídica, tendo por base um advogado com rendimento de R$ 10.000,00. Reflita bem sobre esse ponto!

3. Vale a pena investir em escritório no início?

A decisão de investir na estrutura física de um escritório tem seus prós e contras. Primeiro você deve entender o escritório como um investimento. Pensando assim, ficará muito mais fácil diferenciar o que é dispensável ou não para iniciar. Dispense os luxos! Liste seus custos fixos e quanto você terá que dispor até que sua advocacia comece a dar resultados. É muito importante pensar nisso para evitar desesperos mais para frente.

Se você não tem capital para iniciar dessa forma, opte por home office. Os escritórios de advocacia virtual estão cada vez mais se mostrando como uma ótima opção tanto para quem quer começar como para quem está disposto a repaginar sua carreira. Se esse for o seu caso, você deverá entender que todo o impacto que causaria com espaço físico terá que ser transportado para o digital. Invista em marketing jurídico para que sua autoridade digital seja consolidada. O importante é começar com as condições que você possui. Um passo de cada vez.

4. Fique atento à burocracia!

Não tem jeito! Entendo que esse ponto quatro dentro do assunto: como iniciar a empreender na advocacia em seis passos é um dos mais temidos. No entanto, éle é imprescindível. Isso porque, ao tomar algumas decisões você terá que se deparar com uma série de medidas burocráticas que serão necessárias para que você possa começar seu empreendimento. Resolvemos listar aqui quais os passos deverão ser seguido caso sua decisão seja advogar como pessoa jurídica.

Veja só qual deverá ser a sua trajetória:

  • Consulte o INPI sobre o registro de marcas e patentes;
  • Na Receita Federal deverá ser criado o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • Solicite o Alvará de Funcionamento na Prefeitura;
  • Faça o cadastro da empresa e dos responsáveis legais na Previdência Social;
  • Peça a autorização para funcionamento junto aos Bombeiros;
  • Registre seu contrato social junto na OAB.

Não deixe que as burocracias o desmotivem. Faça o que deve ser feito e tudo transcorrerá bem!

5. Tenha um planejamento financeiro- como iniciar a empreender na advocacia em seis passos

Lembra que você é um empreendedor?! Então nada de negligenciar essa parte. Tenha atenção com o seguinte: seu fluxo de caixa deve ser feito de forma rigorosa. Esse pilar é muito importante dentro do assunto: como iniciar a empreender na advocacia em seis passos. Por isso, saiba bem as quantias que entram e saem diariamente do seu escritório. Faça planejamento de curto, médio e longo prazo. Tanto para fins de prospecção de clientes- pois essa será sua principal entrada financeira-, quanto para fins de investimento. É essencial que você reinvista parte dos seus ganhos para ampliar seu empreendimento.

Outro instituto que merece destaque é o capital de giro. Mas o que é isso, afinal? É a quantia que você precisa para garantir a fluidez dos seus ciclos de caixa. Nada mais é do que um valor que será separado para suportar possíveis oscilações no seu negócio. Você deve estar se perguntando como adaptar esse conceito à advocacia? Simples. O indicado é que se tenha o valor correspondente a 3 meses dos seus custos totais até que seu empreendimento possa fazer o giro necessário.

Se possível conte com o auxílio de um contador, mas tenha sempre em mente que a saúde financeira do seu negócio não poderá ser totalmente terceirizada. Isso porque as suas decisões diárias impactarão a parte financeira do seu escritório. Treine sua mente para isso!

6. Construa sua imagem digital- como iniciar a empreender na advocacia em seis passos

Antigamente se tinha a ideia de que o sucesso exigia experiência. Esse raciocínio até fazia algum sentido porque para sua imagem profissional ser construída- da forma tradicional- levava algum tempo. No entanto, com as ferramentas digitais tudo deve ser visto em exponencial. Desde o número de pessoas alcançadas até as métricas usadas para segmentar e falar com um público em específico.

Todos nós sabemos que nossa profissão tem um Código de Ética mais rígido do que as outras. Ele limita nossas opções, mas não nos impossibilita de praticar marketing. Toda vez que surgir alguma dúvida sobre estar ou não infringindo alguma regra, recorra aos parâmetros que o Código estabeleceu. Dá uma olhada no que diz o Artigo 39:

Art. 39. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Sendo assim, busque sempre informar o seu público. Recorra ao marketing de conteúdo. A finalidade é produzir com qualidade e constância material que traga engajamento e agregue valor às pessoas. Essa é a chave para aliar marketing ao Direito, sem ferir nenhuma premissa ética.

Conclusão

Nosso objetivo era abordar o tema: como iniciar a empreender na advocacia em seis passos, sem projeções. Mostrar para você que se pode começar hoje. Sendo assim, não espere as condições perfeitas para trilhar os primeiros passos e empreender. Daqui a um ano você se culpará por não ter começado antes. Faça o seu melhor dentro das condições atuais. Não utilize um cenário ideal como desculpa para não dar o primeiro passo. Com certeza vivemos um período de disrupção em que os métodos antigos estão sendo questionados substituídos por formas novas de pensar e resolver problemas. Sendo assim, não fique preso a conceitos antigos e ultrapassados. Existe espaço para uma nova forma de advocacia e você será um personagem importante nessa história.

Já sabe se gostou do texto escreve aqui para o blog e aproveita para deixar sugestões. Conta sua história! Pode ser que ela sirva de inspiração para um novo artigo por aqui. Segue nos acompanhando tanto pelo blog, quanto pelas redes sociais. Vem muita novidade boa por aí!

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Joana Salaverry

Joana Salaverry

Sou Joana Salaverry, fundadora do Portal PowerJus, educadora e advogada com pós em Políticas Criminais, e ajudo colegas advogados a conquistarem a realização profissional e o reconhecimento que merecem através do Empreendedorismo Jurídico.

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