Direito Digital: o novo Oceano Azul na advocacia?!

Em meio a crises e incertezas, alguns cenários começam a ficar cada vez mais claros: o protagonismo do Digital tem sido um deles. Quando a presença física se torna impossível, vem o Digital e aproxima; quando uma quarentena acontece, vem a Netflix para amenizar o temor e o tedio. O que muitos ainda não se atentaram é que junto com tudo isso vem um novo Universo para ser vivenciado e legislado. Sim, do contrário que muitos pensam, há regras no Mundo Digital e para tanto também são necessários os operadores do Direito: os advogados. Por isso, sim. O Direito Digital deve sim ser considerado um oceano azul na advocacia. Abaixo vamos elencar alguns motivos para você ficar atento com relação a esse nicho.

Motivo 1- O Direito Digital ainda está inexplorado-

Quando se fala em estratégia do Oceano Azul alguns pontos precisam ficar claros. O Oceano Azul não necessariamente corresponde a uma área inexplorada. Também pode ser uma forma nova de subverter a concorrência que não envolva o binômio preço X valor (aumenta o preço, aumenta o valor; abaixa o preço, abaixa o valor). O Cirque Du Soleil é um ótimo exemplo. Ele simplesmente subverteu as regras até então ditadas pelo Mercado criando diferenciais: saíram os animas, entraram artistas circenses; saíram apresentações isoladas e entrou uma história contada com início, meio e fim. Esse mercado era inexplorado? Não. Mas com essa abordagem totalmente diferente foram criadas novas oportunidades de Mercado. O raciocínio deve ser esse.

Agora, ao falarmos em Direito Digital e o Universo Digital, podemos asseverar que estamos ainda bem no início de todo o processo de positivação dessas novas relações. O próprio Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) que rege as diretrizes básicas para o uso da Internet no Brasil é relativamente recente. Mas mesmo sem que todas as relações e comportamentos estejam devidamente positivados, os contratos, as relações e uma infinidade de acordos continuam acontecendo. Por isso, se você está esperando que as regras fiquem mais claras e mais legisladas para investir nesse nicho, aí pode ser tarde demais.

Motivo 2- Existe muita demanda-

É como se fosse outra realidade em que as mesmas ações são feitas, só que sem a presença física. No entanto, algumas regras precisam ser adaptas. Para você que ainda não consegue ter clareza sobre as possibilidades de atuação no Direito Digital, selecionei algumas:

No contencioso- Causas cíveis, ações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e relativas ao descumprimento da proteção dos direitos autorais;

Criminal- Furto de informações, injúria, difamação, calúnia na Internet. Além de crimes contra o consumidor, praticados por e-commerce;

Contratos- Adaptação de contratos que visam regular as relações entre empresas e fornecedores, além de startups que- muitas vezes- sequer encontram previsão no ordenamento jurídico nacional.

 

Motivo 3- Aliar o consultivo/preventivo e o Direito Digital é uma ótima opção

O contencioso tem sido cada vez mais uma escolha difícil para ter uma advocacia sustentável em longo prazo. Por quê? De acordo com pesquisa recente do CNJ uma causa- desde a petição inicial até a fase da execução- tem levado em média 8 anos e 8 meses para ser resolvida. E se não bastasse essa demora toda, ainda existe o agravante dos honorários sucumbenciais que, via de regra, são bem baixos.

No entanto,  no consultivo, você consegue ter um planejamento dos seus honorários e manter – até mesmo- contratos fixos de prestação de serviços, visando orientar seus clientes prevenindo que problemas possam acontecer. Exemplo: seu cliente quer montar um e-commerce, mas tem dúvidas de como proceder, de como fica a Responsabilidade Civil? Vale a pena colocar sua loja virtual em sites intermediários? Quem responde se algo acontecer? É nesse momento que você entra em ação. Por fim, espero que este artigo tenha motivado você a ser um profissional diferenciado. Foque atento ao Direito Digital como novo Oceano Azul na advocacia! Pense diferente! Saia da caixa. Desenvolva o diferencial competitivo da sua advocacia. Já sabe?! Se essas linhas te abriram uma nova perspectiva, curte o texto, compartilha! Faz ele circular por aí. Forte abraço e até a próxima!

Gostou desse artigo? Compartilhe!

Share on facebook
Compartilhe no Facebook
Share on twitter
Compartilhe no Twitter
Share on linkedin
Compartilhe no Linkdin
Share on pinterest
Compartilhe no Pinterest
Joana Salaverry

Joana Salaverry

Sou Joana Salaverry, fundadora do Portal PowerJus, educadora e advogada com pós em Políticas Criminais, e ajudo colegas advogados a conquistarem a realização profissional e o reconhecimento que merecem através do Empreendedorismo Jurídico.

mais artigos

Deixe um comentário

PowerJus © 2019 – Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por: 

Em qual e-mail deseja receber o Livro Digital?

Nós respeitamos a sua PRIVACIDADE e nunca enviamos SPAM.